Na mídia

*Matéria sobre o Fórum de Economia e Finanças, promovido pela AMCHAM Porto Alegre, publicada no jornal Zero Hora, Caderno Dineheiro, página 06, na edição de domingo, 20/06/2010.

ENTREVISTA

“O Brasil vai estar em ebulição”

Cláudio Berquó, presidente do JP Morgan Brasil

Gaúcho de Encruzilhada do Sul, Cláudio Berquó, 49 anos, assumiu a presidência do JP Morgan Brasil no fim do ano passado, mas ainda espera a mudança chegar de Nova York, onde trabalhou nos últimos 13 anos. Por enquanto, segue na ponte aérea Nova York-São Paulo-Porto Alegre-Encruzilhada, onde costuma passar fins de semana. Engenheiro civil pela UFRGS, Berquó passou por Citi e ING até chegar ao JP Morgan, onde está há 15 anos.

– Estamos extremamente positivos com o Brasil, menos que os estrangeiros, que têm de estar positivos porque a casa lá está caindo – disse no final da palestra no Fórum de Economia e Finanças 2010 da Câmara Americana de Comércio (Amcham), quarta-feira, em Porto Alegre.

Em seguida, concedeu entrevista a Zero Hora, na qual comentou o papel do banco no crescimento: começou o ano com 330 funcionários e pretende encerrar com 500, para virar “gigante” – em suas palavras – em gestão de investimentos e crescer em nichos como gestão de fortunas, no qual é o número 1.

Zero Hora – Os estrangeiros veem o Brasil melhor que os brasileiros?

Cláudio Berquó – O brasileiro em geral é um pouquinho mais cético com tudo o que está acontecendo aqui, enquanto para o estrangeiro é tudo uma maravilha. No meu banco, falo que preciso de algo para o Brasil, aprovam na hora. Meus colegas tentam aprovar algo para a França, existem alguns questionamentos. Isso mostra que o Brasil é a bola da vez. Segundo, eles acham que o Brasil está melhor do que o Brasil está. Não quero dizer que o Brasil está ruim, só não acho que o Brasil vai crescer 9%, 7%. Mas estou superotimista. Se o Brasil crescer 4% a 4,5% ao ano nos próximos cinco anos, vamos ver a melhora significativa dessa população que ficou alijada de tudo. Vimos isso em 1986, no (plano) Cruzado. Artificialmente, mas a gente viu.

ZH – Agora esse movimento é menos artificial?

Berquó – Sim, porque há emprego. E vai continuar tendo, está faltando mão de obra. Pleno emprego não existe, mas acredito que vamos ter bastante emprego. Vai haver mais dinheiro circulando. Há um mês, tentei estacionar em Encruzilhada do Sul e não consegui vaga. Perguntei se havia algum evento, me disseram que era assim, sempre. Essa pessoa que antes não tinha carro, andava a pé numa cidadezinha da parte sul do Rio Grande do Sul, está tendo acesso a algo que não tinha antes. É difícil tirar esse cara e levar para trabalhar em Santa Cruz do Sul ou Porto Alegre, porque tem emprego onde ele está.

ZH – Esse entusiasmo em relação ao Brasil pode provocar uma bolha?

Berquó – Não deve haver uma bolha Brasil, porque o que o país vai ter de investir nos próximos quatro a cinco anos, só em Copa e Olimpíada, é absurdo. Se acrescentar o pré-sal, aí realmente vai faltar dinheiro. Há dois anos, os estrangeiros compravam 70%, 80% das ações nas aberturas de capital. Nos últimos 18 meses, a participação brasileira foi de 50%. Está faltando dinheiro do estrangeiro porque ele está com problemas lá fora.

ZH – O maior risco da crise na Europa foi afastado?

Berquó – Não acho que a Espanha quebre. Eles querem pegar a Espanha, por isso atiram na Grécia, sempre é assim. Querem ver se Banco Central Europeu, Alemanha e França sustentam. Vai haver instabilidade, volatilidade, mas o dinheiro volta naturalmente para o Brasil quando as coisas estabilizarem.

ZH – O processo de capitalização da Petrobras, para o qual o JP é um dos bancos credenciados, pode ser um marco desse novo papel do Brasil?

Berquó – O que vai chamar a atenção, ao menos da minha geração, é o fato de o Brasil, que tinha de importar a preço alto na crise dos anos 70, hoje tem petróleo e descobriu novas tecnologias para explorar onde ninguém consegue. O Brasil desenvolveu uma estatal, com dinheiro a rodo do governo, pesquisou e descobriu. O marco é mostrar o potencial que existe. Só a geração de impostos e de empregos que o pré-sal pode dar permitiria tirar 30 milhões da pobreza. Não é preciso muito. Se acrescentar US$ 100, US$ 200 por mês e der oportunidade de emprego, o impacto no país é absurdo. Se tinha alguém dormindo lá fora, sem saber que o Brasil existia, depois desse evento vai dizer “opa, já sei onde fica”.

ZH – Remover gargalos que impedem crescimento acelerado no Brasil será o principal papel do próximo presidente?

Berquó – O presidente tem de ser um grande gerente. O Brasil vai estar em ebulição, com oportunidades do Amazonas ao Rio Grande do Sul, e o presidente terá ajudar a definir o que é mais importante. Voltar a investir em educação de base terá impacto dentro de 20 anos, mas é preciso começar agora. Se o governo conseguir fazer isso e ter um Banco Central cada vez mais independente, continuando o belo trabalho iniciado 15 anos atrás, é chave para o país.

ZH – Na crise de 2008, o JP Morgan recebeu US$ 25 bilhões do governo dos EUA, mas foi o primeiro a devolver. Não estava precisando?

Berquó – Não precisava, foi obrigado a tomar porque tinha de ser um bom cidadão. A gente não estava nos mercados de risco, tanto que as ações, o tamanho do JP não foi afetado. Devolvemos mais rápido também porque o governo dos EUA começou a achar que, como tinha dado dinheiro aos bancos, tinha certos direitos. O dinheiro ficou investido em títulos do Tesouro. Não foi utilizado, enquanto outros bancos precisaram de recursos para se capitalizar e não devolveram até agora. O maior problema hoje é como o governo dos EUA e o Fed (banco central dos EUA) vão interferir no sistema financeiro americano. Com certeza vai precisar de mais capital para fazer o mesmo de antes, então o retorno deve cair.

MARTA SFREDO

*Matéria publicada na News Amanhã - Revista
Amanhã de Porto Alegre, na edição de quinta-feira, 17/06/2010:

O Brasil no radar do JPMorgan

Animado com o potencial de crescimento da economia brasileira, o banco eleva o país a mercado-piloto para a expansão de suas operações em outras regiões do mundo

Por Ricardo Lacerda

Cláudio Berquó, presidente do JPMorgan Brasil: País é a ”bola da vez”.

Em 16 de junho do ano passado, exatamente um ano atrás, o JPMorgan comunicava ao mercado a devolução dos US$ 25 bilhões tomados em um empréstimo da Casa Branca para socorrer o sistema financeiro norte-americano. “Não precisávamos daquele dinheiro porque não estávamos nos mercados de subprime e de maior risco. Só tomamos os recursos emprestados porque tínhamos de ser bons cidadãos”, recorda Cláudio Berquó, presidente do JPMorgan Brasil desde novembro do ano passado.

É com essa solidez que, hoje, o maior banco dos Estados Unidos volta suas atenções para o mercado brasileiro. Berquó foi incumbido de fortalecer o JPMorgan no Brasil e fazer do país uma espécie de tubo de ensaio para a expansão de suas operações em outras partes do mundo. O Brasil é, segundo ele, “a bola da vez” para os investidores internacionais. Além disso, a proximidade com os Estados Unidos e a crença de que os riscos políticos aqui são praticamente nulos levam a instituição a apostar alto no potencial brasileiro. “Vamos fazer daqui um piloto, um teste para várias entradas do JPMorgan em outros países”, explica.

Com 15 anos de JPMorgan, sendo 13 deles nos Estados Unidos, Berquó já se acostumou à peculiar rota entre Nova York, São Paulo, Porto Alegre e… Encruzilhada do Sul. É na cidade de 14 mil habitantes, localizada na metade sul do Rio Grande do Sul, que Berquó costuma passar os finais de semana livres na companhia da esposa e de filha. Em Porto Alegre, onde realizou uma palestra para convidados da Câmara Americana de Comércio (Amcham), ele conversou com AMANHÃ sobre as atuais perspectivas da economia brasileira e global. Confira os principais trechos:

Perspectivas para o Brasil: “No mundo todo, o Brasil é a bola da vez. Mas os brasileiros são mais céticos com o que acontece aqui. Em Nova York, quando preciso aprovar algo para o Brasil, recebo um OK na hora. Tenho colegas que tentam o mesmo para a França e aparecem questionamentos… Mas tem uma coisa: eles [estrangeiros em geral] acham que o Brasil está melhor do que de o país de fato está. Veja bem, não estou dizendo que está ruim, só não acredito que vamos crescer 9%, 7% ao ano. Mas estou super otimista, pensando em um crescimento de 4%, 4,5%”.

Sustentabilidade do crescimento: “Uma das coisas mais importantes para o crescimento da economia brasileira é ter emprego. E acho que vamos continuar tendo emprego porque está faltando mão-de-obra. Estou curioso para ver as estatísticas daqui para frente, com mais emprego, mais dinheiro circulando… As pessoas que antes não tinham carro, que andavam a pé e que são da parte pobre da população estão tendo acesso a coisas que não tinham antes”.

Sistema financeiro brasileiro: “Graças a Deus, a inflação de 3% ao dia que tivemos no passado fez com que o Brasil investisse altamente em tecnologia e chegasse a um sistema bancário muito sofisticado, capaz de captar coisas erradas de maneira muito rápida. Isso é algo que não existe nos Estados Unidos, terra da Apple, da Cisco, da Microsoft…”.

Crise na Europa: “Não acho que a Espanha irá quebrar. Querem pegar a Espanha, então atiram na Grécia. O Banco Central europeu, ao lado da Alemanha e da França, são os grandes investidores da Europa e vão dar sustentação a esses países”.

O Brasil para o JPMorgan: “Vamos mais que dobrar o número de funcionários aqui. Tínhamos, no começo do ano, 330 – hoje, já somos mais de 400 e devemos terminar o ano com 500 colaboradores. O ritmo de contratações é intenso. Eu entrevisto duas pessoas por dia todos os dias. O JPMorgan Brasil vai tentar retomar a posição de liderança que tivemos no passado. Estamos vendo uma grande oportunidade na área de crédito, já que as fusões entre Itaú-Unibanco e ABN-Santander deixaram uma lacuna nesse mercado. O Brasil vai ser um piloto, um teste para várias entradas do JPMorgan em outros países. Depois que a gente fizer isso e der certo aqui, vamos aplicar em outros lugares”.

Nichos para a JPMorgan Brasil: “A gente quer exercer liderança nas áreas de bonds, de fusões e aquisições e de abertura de capital. Pretendemos ser fortes em cobrir as 250 maiores empresas do país como parceiros de crédito, dando dinheiro na hora que eles precisarem, tanto na forma de financiamento à exportação quanto à importação. Hoje, a gente já é asset managemant de destaque no Brasil, mas queremos ser gigantes. Outro objetivo é consolidar a liderança que já temos no gerenciamento de fortunas. Esse é um negócio que casa muito bem com o serviço de investment banking, porque muitos donos de empresas são pessoas extremamente ricas”.

Eleições: “O novo presidente brasileiro precisará ser, acima de tudo, um grande gerente do país. O Brasil vai estar em ebulição, com oportunidades do Amazonas ao Rio Grande do Sul. A agenda desse novo presidente vai ser a de ajudar os governadores, independentemente de cores partidárias, a ver o que é mais importante para o crescimento do país. Obviamente, se o governo investir em educação de base, iremos sentir o impacto daqui a 20 anos, mas isso tem que ser iniciado agora. Além disso, é importante manter o Banco Central cada vez mais independente, dando continuidade ao belo trabalho iniciado 15 anos atrás, que é chave para o desenvolvimento do país”.

Desafio global do JPMorgan: “O maior problema, hoje, do JPMorgan é ver o governo norte-americano e o Fed tentando interferir no sistema financeiro. Esse é o grande ponto: a gente vai ter que saber como teremos de nos posicionar daqui para frente para conseguir ganhar dinheiro e fazer negócios.

Nota publicada no jornal Zero Hora, editoria de Economia, página 23, na edição de quinta-feira, 17/06/2010:

APOSTA NO BRASIL

JP Morgan destaca crescimento

Para um auditório de mais de 400 lugares lotado ontem, o presidente do JP Morgan Brasil, Cláudio Berquó, apresentou a aposta que a instituição faz no crescimento do país. Berquó fez a palestra de abertura do Fórum de Economia e Finanças 2010, na Capital, com a presença de Thack Brown, diretor da SAP América Latina, Luiz Kaufmann, presidente do Kroton Educacional, Aod Cunha, ex-secretário da Fazenda do RS, e de Rodrigo Constantino, do Instituto Millenium. Berquó destacou o contraste entre a imagem do Brasil e a de países ricos, como os da Europa:

– Hoje, no banco, basta dizer que um projeto é para o Brasil que é aprovado rapidinho. Meu colega da França tem de explicar muita coisa.

À frente da divisão brasileira da gigante financeira, o gaúcho lembrou das lições que o convívio com inflação alta deixaram:

– Na terra da Apple e da Microsoft, você deposita um cheque e uma semana depois aparece na conta. A inflação de 3% ao dia no Brasil obrigou a desenvolver um dos sistemas mais perfeitos.


Nota publicada na News do jornalista Felipe Vieira, edição de segunda-feira, 14/06/2010, sobre o Fórum de Economia e Finanças:

“Economia e Finanças” é o tema da vez na Capital dos gaúchos

A AMCHAM Porto Alegre (Câmara Americana de Comércio) promoverá na quarta-feira, 16 de junho, o Fórum de Economia e Finanças, edição 2010. Nomes reconhecidos nacional e internacionalmente na área estarão expondo suas ideias e pensamentos do tão complexo e dinâmico “mundo da economia”.

A palestra “Brasil e o novo cenário global: oportunidades e desafios” iniciará a manhã de debates e será ministrada por Cláudio Berquó, presidente do J.P. Morgan Brasil (banco de atacado e de investimentos, resultado da fusão entre o J.P. Morgan e o Chase Manhattan). O executivo também é o responsável regional por private banking, supervisionando, afora o Brasil, equipes em Nova Iorque, Miami e Genebra.

Logo após, o evento seguirá com o primeiro painel que abordará o tema “Em um novo cenário, um novo pensar para a gestão financeira”. Neste momento, estarão no palco Thack Brown, que é o vice-presidente Sênior e CFO (Chief Financial Officer) para a América Latina da SAP (empresa líder mundial em software de gestão empresarial); e Luiz Kaufmann, presidente da Kroton Educacional (uma das maiores organizações educacionais privadas do Brasil). Ele apresentará propostas de gestão financeira para o contexto atual. Já, de acordo com Brown, a turbulência econômica dos últimos anos tem mudado permanentemente as expectativas dos executivos e investidores quanto ao papel do CFO. “Apresentarei uma visão geral destas expectativas e o quanto inovadores os CFO’s estão para responder às novas demandas.”

Depois da pausa para o networking coffee, o encontro prossegue com o segundo painel intitulado “2010: Um ano para repensarmos o Brasil”. A questão será debatida por Aod Cunha, economista e consultor do Banco Mundial, além de ex-secretário da Fazenda do RS, de 2007 a 2009; e por Rodrigo Constantino, economista e escritor. Sua palestra focará a recuperação da economia brasileira, basicamente estimulada pela intervenção estatal, e apontará também os gargalos que já começam a incomodar. “A infraestrutura é caótica, falta mão-de-obra qualificada, a burocracia é asfixiante, a carga tributária é escorchante, o rombo previdenciário é explosivo. E sem reformas estruturais, aumento de poupança e investimento produtivo o crescimento se mostra insustentável. A economia vive a fase de bonança das expansões fiscal e monetária, mas as sementes da próxima crise já foram plantadas.” Aod tratará sobre as possibilidades de o Brasil suportar taxas elevadas de crescimento nos próximos anos em um panorama de provável desaceleração do crescimento em economias mais desenvolvidas. “Partindo da avaliação de que a crise de 2008 foi uma situação de fim de ciclo de crescimento, e que a demografia jogará um papel chave nas trajetórias de crescimento de longo prazo das nações, apresentarei uma agenda mínima para que o País consiga crescer sustentadamente nas décadas que virão.”

O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas pelo site www.ciclodedecisoes.com ou pelos fones da AMCHAM Porto Alegre (51) 3345-9892 e (51) 3374-1136.



Nota publicadas na News do jornalista Políbio Braga, edição de sábado e domingo, 12 e 13/06/2010, sobre o Fórum de Economia e Finanças, promovido pela AMCHAM Porto Alegre.

Presidente do Morgan discute cenários em Porto Alegre.

Cláudio Berquó, presidente do Banco JP Morgan Brasil, além de Thack Brown, CFO da SAP para América Latina, Luiz Kaufmann, presidente do Grupo Kroton Educacional, Rodrigo Constantino e Aod Cunha, darão o tom da discussão que a Amcham do RS programou para o dia 16 no Teatro do Ciee.

. A ideia é desenhar cenários, pensar e repensar a economia global e brasileira.
. Não é pouca coisa.
Matéria publicada na Revista Voto, edição nº 66 - Maio de 2010, página 58 e 59, sobre o Fórum de Gestão
de Pessoas, promovido pela AMCHAM Porto Alegre, em 16/04/2010.

*Nota publicada no Jornal do Comércio, edição de 19/04/2010, na editoria de economia:

*Nota na Coletiva.Net, seção Negócios, na edição de  14/04/2010:

Amcham abre Ciclo de Decisões 2010

Fórum de Gestão de Pessoas acontece nesta sexta-feira no Teatro do Ciee

A Câmara Americana de Comércio (Amcham/RS) abre o Ciclo de Decisões 2010 nesta sexta-feira, 16, com a nova edição do Fórum de Gestão de Pessoas. O evento inicia às 8h, com credenciamento e coffee breack, no Teatro do Ciee (Av. Dom Pedro II, 861). O encontro, que segue até 12h30, encerrará com um talk show, com a participação de todos os painelistas e aberto a perguntas da platéia, com o tema “como seria um novo pensar para a Gestão de Pessoas?”.

Participam dos painéis do Fórum a empresária Chieko Aoki; o membro do Conselho de Administração da holding Odebrecht S.A., Sergio Foguel ; o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Conhecimento da TAM Linhas Aéreas, Cláudio Costa; e o presidente da De Bernt Entschev Human Capital, Bernt Entschev, de Gestão de Pessoas.

O painel que discutirá o perfil da nova liderança terá à frente Chieko Aoki e Sergio Foguel. A empresária usará como referência sua experiência pessoal na direção do grupo hoteleiro Blue Tree. Ela abordará pontos como a cooperação, onde o novo líder tem que ser participativo na gestão do negócio; a inspiração, pois, segundo ela, quem está na frente deve apresentar formas de pensar alternativas e os valores de nada adianta ser presidente de uma grande empresa e possuir uma personalidade vazia de valores e de princípios éticos. Já Foguel, seguirá pela questão das crescentes exigências de competitividade, com novas características emergindo no atual quadro de rupturas tanto no pensar como no agir.

A outra abordagem, “repensando o profissional de hoje” será comandada por Cláudio Costa e Bernt Entschev. Costa falará sobre os desafios do reposicionamento do processo de gestão de recursos humanos da TAM, com foco no resgate dos traços culturais. A companhia trabalha com 25 mil colaboradores diretos no Brasil e exterior e uma grande diversidade populacional. Bernt, que nasceu na Alemanha mas veio ainda na infância para o Brasil, apresentará um panorama de como o profissional pode traçar um plano estratégico de evolução de sua carreira. Assim, exporá tipos de emprego, carreira típica, competências e habilidades desejadas, práticas e políticas empresariais, entre outros assuntos.

O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas pelo site www.ciclodedecisoes.com ou pelos telefones: (51) 3345-9892 e (51) 3374-1136.

*Notas sobre o CEO Fórum publicadas na coluna Informe Econômico do jornal Zero Hora, nos dias 13/11,  19/11  e 20/11:

***

*Notas sobre o CEO Fórum, promovido pela Amcham Porto Alegre, publicada RS Vip no Segundo Caderno do jornal Zero Hora (pg. 2 ), na edição do dia 18/11/2009 e 20/11/2009:

.

***<.>

***

USO DE RECURSOS DA WEB TRAZ DESAFIOS

Estimativa é de que o Brasil encerre o ano de 2009 com 68 milhões de internautas

O presidente do comitê de tecnologia em negócios da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Porto Alegre), Gleverton de Munno, tentou ontem projetar o tráfego de dados na internet em 2010. Resultado: 988 exabytes, ou 50 mil anos de gravação em DVD de alta definição. Mais difícil que imaginar esse colossal conteúdo, alertou Munno, no Fórum de Tecnologia em Negócios, ontem no Teatro do CIEE, em Porto Alegre, é transformar este potencial em negócios e atratividade para usuários. Dirigentes de empresas como IBM e Terra Networks Brasil apontaram o uso inteligente dos recursos.

José Carlos Duarte Gonçalves, CTO da IBM brasileira, destacou que a empresa segue a onda de expansão da internet e investe nas possibilidades de novas tecnologias. Com 20 mil funcionários no Brasil, a empresa agregou mais dois mil neste ano. A expectativa é da retomada de investimentos de clientes. O desafio agora é de convencer áreas de gestão das empresas sobre vantagens da TI, projetou. O executivo apontou que o positivo em meio à turbulência é que as aplicações na expansão de infraestrutura no setor garantem crescimento.

A oportunidade, alertou ele, é surfar na onda das redes sociais. Milhões de pessoas estão gerando e contribuindo com informações e tudo terá de ser armazenado. A convergência de mídias é tendência, ressaltou Gonçalves, citando as aplicações de recursos de vídeo e interatividade. Segundo ele, em pouco tempo o mundo vai alcançar a marca de um bilhão de usuários conectados à internet.

O diretor-presidente do Terra, Paulo Castro, apontou o avanço da população de brasileiros na rede. Hoje o País já o quinto no mundo, com 65 milhões de internautas, dados de julho. Para Castro, esse contingente representa massa crítica para muitas oportunidades. O ano ainda deve acrescentar mais usuários virtuais, chegando a 68 milhões de usuários. Dados não faltam para sustentar a expansão. O diretor-presidente do  portal lembrou que a venda de computadores pessoais superou em 2007 a de televisores. A desoneração de tributos a partir de 2007 ajudou a impulsionar o mercado.

O potencial de acessibilidade da web via celular deve agregar ainda mais velocidade à  supremacia do meio. Em 2011, a aposta é que 60 milhões de aparelhos estejam conectados com tecnologia 3G. Outra expansão é de classes sociais que usam a rede. Há 10 anos a web era elitizada. Hoje é mais popular. A maior parte de usuários vem das classes C, D e E, demarcou Castro. Em 2008, as três classes responderam por 53% dos usuários. “A internet é inclusão social e não só digital.”, sentenciou o executivo.

*Matéria sobre o Fórum de Tecnologia nos Negócios,  publicada na editoria de Economia do Jornal do Comércio (pg.11), na edição de quinta-feira, 01/10/2009.

***

Dos CPDs para a TI do amanhã

A gestão de TI está mudando. Saíram de cena os antigos centros de processamento de dados, onde os gerentes de CPD exerciam funções operacionais isolados em salas fechadas com ar condicionado no máximo e entrou no lugar uma nova TI, com outro papel no negócio, no qual é preciso pensar estrategicamente e se comunicar.

É o recado de José Rubens Spada, diretor de Tecnologia e Operações da Accor Services no Brasil, e Roberto Galdieri, CIO da McDonald’s Brasil, que estiveram em Porto Alegre nesta quarta-feira, 30, participando do Fórum de Tecnologia nos Negócios da Amcham.

“A evolução é desde uma TI executando tarefas burocráticas para uma gerência que administra um portfólio de projetos e ajuda a definir prioridades”, avalia Spada, destacando que os estágios intermediários entre uma situação e outra passam por definir processos e uma carteira de serviços, por exemplo.

Na opinião do executivo da Accor, só assim os CIOs poderão enfrentar com segurança um cenário que exige sistemas rodando diferentes conteúdos em qualquer plataforma e em qualquer lugar. “O novo CIO precisa ser um líder”, acredita Spada.

A própria evolução da importância dos ativos de TI na gestão dos negócios, aliada às exigências e obrigações regulatórias crescentes do mercado ajudam os executivos da área a passar da técnica para a estratégia.

O processo pode ser acelerado por um CIO que saiba mudar sua postura dentro da organização na qual trabalha, garante Galdieri.

“É preciso divulgar o que se faz. TI é como uma galinha que bota ovo e não cacareja”, brinca o CIO da McDonald’s Brasil. Para Galdieri, os executivos da área precisam comunicar mais suas realizações para o resto da organização, dando a entender a importância do que é feito nos departamentos de Informática.

Segundo o executivo da multinacional de fast food americana, é fundamental envolver as áreas de negócio durante todo o ciclo de vida das iniciativas e promover entregas contínuas, ao invés de trabalhar durante meses no em “grandes monumentos”, sem contato com o resto da organização.

“É preciso entender quais são os fatores que afetam as margens de lucro da organização e atuar sobre eles”, explica Galdieri. “Marketing não é visto como um centro de custo. Gasta dinheiro, mas consegue provar sua influência na receita”, exemplifica o CIO da McDonald’s.

Terra: mesmo sem anúncios online, lei é positiva

Para Paulo Castro, diretor geral do Terra Brasil, é positivo o balanço da nova legislação eleitoral sancionada pelo presidente Lula nesta terça-feira, 29, apesar de não ter sido liberada a publicidade paga dos candidatos nos portais de notícias.

“Nós sabíamos desde o começo que ia ser difícil isso acontecer”, resume Castro, destacando que a principal oposição era dos deputados federais, que por serem um número maior de candidatos temiam que a publicidade online em portais pudesse desequilibrar as votações.

De fato, durante a veloz tramitação do assunto em Brasília – a matéria foi discutida e votada em apenas dois meses, fato raro no Congresso – chegou a ser cogitada a ideia de que candidatos a posições majoritárias como presidente, governador e senadores pudessem anunciar em portais, hipótese que acabou descartada também.

“Prevaleceu o entendimento que os anúncios online poderiam gerar abuso de poder econômico”, comenta Castro, que esteve em Porto Alegre nesta quarta, 30, como um dos palestrantes do Fórum de Tecnologia nos Negócios da Amcham.

Para o executivo, o saldo final é bom porque foram eliminadas propostas “inócuas”, como controlar o conteúdo dos milhares de blogs, fotologs e perfis em redes sociais da Internet brasileira.

*Matéria sobre o Fórum de Tecnologia nos Negócios,  publicada no Baguete Digital  por Maurício Renner, na edição do dia 30/09/2009.

***

Um líder deve aliar o discurso ao trabalho

Erik Farina
Foto: ANA PAULA APRATO/JC

Lapierre ressalta que lideranças têm de exibir a competência

Lapierre ressalta que lideranças têm de exibir a competência  ANA PAULA APRATO/JC

O canadense Laurent Lapierre, professor Ph.D. e inovador na área de gestão de pessoas, tem uma visão fria sobre o líder: não basta que ele seja carismático e bom orador; precisa ter atitudes coerentes e mostrar trabalho para ser respeitado. Em Porto Alegre, onde participou do Ciclo de Decisões 2009, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), Lapierre citou o presidente norte-americano Barack Obama como um exemplo ideal de líder contemporâneo.

Jornal do Comércio – Qual o perfil de líder buscado pela sociedade?
Laurent Lapierre – A liderança não é apenas competência, mas a capacidade de mostrar esta condição às pessoas. Pegue-se como exemplo o presidente norte-americano Barack Obama. Há muito tempo não se via um presidente como ele, com seu intelecto e a envergadura no discurso e na escrita. Como ele, um líder precisa viver do coração e da cabeça, e este é um mérito de Obama, assim como foi de Winston Churchill.

JC – A postura de Obama pode servir de exemplo para os líderes nas organizações?
Lapierre – Sim, esta postura pode servir de exemplo para muitas empresas à medida que se fala cada vez mais de governança na cúpula das companhias. É importante que os líderes empresariais, assim como os líderes de nações, sejam realistas, e não idealizadores, para que exerçam seu papel sobre as pessoas.

JC – Neste momento de crise internacional, a atitude do líder ganha importância?
Lapierre – Este é um momento propício para que o líder traga à empresa sua visão e tenha uma postura diferenciada. As companhias sempre buscam visão nova, mas é importante que esta visão venha acompanhada de uma postura coerente e também de atitudes práticas. Assim, quem está ao seu redor perceberá sua importância, seja nos governos, seja no mundo dos negócios.

JC – Como ser um líder persuasivo?
Lapierre – Se a pessoa é falsa ou não tem coerência entre o que diz e como age, as pessoas ao seu redor perceberão. Por isso, o líder precisa ser verdadeiro em seus gestos, suas expressões, os aspectos visuais, além de sua atitude. Não basta ser um grande orador para ser líder, já que pesquisas mostram que apenas 10% da persuasão resulta das expressões verbais dos interlocutores. Além de ter talento, um bom líder precisa trabalhar constantemente suas capacidades, através de treinamento e de programas de preparações.

JC – Este senso crítico perante o líder tem crescido?
Lapierre – Sim, hoje as pessoas são mais bem informadas, sabem distinguir o perfil do verdadeiro líder e do orador. Antigamente, um grande orador era visto como líder, e aí cito o exemplo de Getúlio Vargas e Charles de Gaulle. Hoje, é preciso trabalhar, e daí emerge o perfil de Lula e Barack Obama, por exemplo.

JC – Existe um perfil de líder corporativo que possa ser apontado como exemplar?
Lapierre – Não existe um modelo único. Cada líder deve seguir seu jeito de comandar, e procurar ser o melhor possível. Os líderes de sucesso agem naturalmente, dentro de seu perfil, e não copiam um modelo predeterminado. Criou-se uma cultura em torno da figura do líder, mas cada um tem seu jeito de exercer este papel e não há certo ou errado.

JC – Até que ponto a criatividade pesa ao bom líder?
Lapierre – Não há liderança sem criatividade e desobediência. Gandhi e Nelson Mandela foram grandes desobedientes que, mesmo sem autoridade, moveram multidões e alcançaram seus objetivos com suas novas ideias. É preciso ser ousado e desobediente para ter um peso favorável às organizações.

JC – Hoje, o que estimula os funcionários a darem o melhor de si em seu trabalho?
Lapierre – O segredo para esta dedicação é a preocupação em contratar pessoas motivadas e estimuladas, e então trabalhar com essas pessoas ao seu redor. O trabalho da empresa será mais próspero desta forma, já que o elenco, assim como ocorre em uma peça de teatro, é fundamental para que se apresente um bom trabalho.

*Matéria sobre o Fórum de Gestão de Pessoas,  publicada na editoria de Economia do Jornal do Comércio, na edição de segunda-feira, 17/08/2009.

NA ERA DA CONEXÃO

Conquistar a Geração Y é desafio para as empresas
Companhias precisam se atualizar para atrair e manter interesse de quem tem entre 18 e 25 anos

Questionadora, individualista e tecnológica, a juventude contemporânea – a Geração Y– ingressa no mercado de trabalho e se torna um desafio para organizações veteranas. Como lidar com as diferenças nas relações humanas e como segurar estes talentos nas organizações?

Esse foi um dos temas abordados no encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio no Rio Grande do Sul, ontem, na Capital. O Fórum de Gestão de Pessoas trouxe especialistas para discutir tendências em gerência de equipes.

Mudanças iniciadas dentro de casa se refletem no ambiente de trabalho, diz a palestrante Eline Kullock, presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos). Apesar de os conflitos entre os mais jovens e os mais velhos serem recorrentes na história da humanidade, esta é a primeira vez que, segundo ela, uma geração não aprende com os pais. Incentivados em casa, buscam informações na internet e, depois, no trabalho, acabam considerados imediatistas.

Há um ano como estagiária na Terra Sul Imóveis, na Capital, Verônica Ferreira, 20 anos, abastece o site da empresa e auxilia os colegas com informática.

– Às vezes, perco um pouco a paciência, mas estou acostumada porque também ajudo o meu pai com o computador – conta a estudante de Engenharia Química que, aos 20 anos, está no terceiro emprego.

Mudar para manter o interesse desse grupo é essencial.

– As empresas precisam se ajustar ao novo, pois os veteranos um dia terão de dar lugar aos mais novos. Para isso, precisam estimular o jovem a envolver-se nas atividades, criando projetos que os mantenham desafiados – sugere João Baptista Brandão, professor da escola de administração da Fundação Getulio Vargas e especialista em gestão de pessoas.

MARIA AMÉLIA VARGAS

ERA DA CONEXÃO

“A juventude é muito veloz”
Entrevista: Eline Kullock, Pesquisadora da Gerência Brasil da consultoria Stanton Chase International e presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos)

Especialista em gestão de pessoas, Eline Kullock defende a necessidade de adaptação das organizações à nova geração porque o grupo que está começando no mercado de trabalho será maioria nas empresas em pouco tempo.

Zero Hora – O que uma geração pode ensinar para a outra?

Eline Kullock – É muito importante que os dois caminhos se encontrem. Os mais velhos devem passar os valores das organizações aos jovens e mostrar para a Geração Y como ela deve fazer para elaborar planos a longo prazo, como se planejar. A juventude é muito veloz e capaz, mas não sabe lidar muito com as frustrações. Em contrapartida, os veteranos precisam aprender com a juventude a ser mais autoconfiantes e otimistas.

ZH – De onde vem a autoconfiança da Geração Y?

Eline – Quem é mais vivido passou por um Brasil de ditadura, recessão, inflação. Por isso, é mais receoso e tem medo de se arriscar. Os mais jovens cresceram em um país mais próspero, mais democrático e em crescimento. Eles não têm tanto medo de arriscar, são mais otimistas e têm mais autoestima.

ZH – Que mudanças deve haver para uma melhor relação entre as gerações?

Eline – É preciso haver uma abertura para se conhecer melhor o outro. Reconhecer as diferenças e aceitá-las pode ser o primeiro passo. Para tanto, a única solução é a conversa, e as organizações precisam estimular este diálogo. As gerações se complementam e devem somar as suas forças.

*Matérias sobre o Fórum de Gestão de Pessoas publicadas na editoria de Economia do jornal Zero Hora (pg. 29 ), na edição de sexta-feira, 14/08/2009.

FOCO NAS PESSOAS

Gestão de equipes em debate

Especialistas discutem hoje como mudar a gestão de pessoas, considerado um dos principais desafios para as empresas. O assunto é o foco do encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio no Rio Grande do Sul.

Participam do evento o presidente do Great Place to Work Institute no Brasil, José Tolovi Júnior, o ex-executivo da Nestlé e atual presidente da Business School São Paulo, Carlos Faccina, a presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos), Eline Kullock, e o canadense Laurent Lapierre, autor de livros sobre criatividade e liderança.

l O que: Fórum de Gestão de Pessoas

l Quando: hoje, a partir das 7h30min

l Onde: Teatro do CIEE (Av. Dom Pedro II, 861), em Porto Alegre

l Inscrições: pelo site www.ciclodedecisoes.

com ou pelo telefone (51) 2123-8999

l Valor: R$ 50 para sócios da Amcham e R$ 100 para o público em geral. Inscrições podem ser feitas na hora

*Matéria sobre o Fórum de Gestão de Pessoas, promovido pela Amcham Porto Alegre, publicada na editoria de Economia do jornal Zero Hora (pg. 20 ), na edição de quinta-feira, 13/08/2009

FOCO NAS PESSOAS

Tendência na gestão de equipes é tema de fórum
José Tolovi Júnior Presidente do Great Place to Work Institute no Brasil

Mudar a gestão de pessoas é um desafio para as empresas, independentemente do porte e do setor em que atuem – e é o foco do próximo encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio no Rio Grande do Sul (Amcham/RS), amanhã.

Na segunda edição do Ciclo de Decisões – Uma reforma do pensamento, que abriga o Fórum de Gestão de Pessoas, a Câmara traz a Porto Alegre quatro especialistas no tema.

Do evento, participa o presidente do Greate Place to Work Institute no Brasil, José Tolovi Júnior, que anualmente divulga o ranking das melhores empresas para se trabalhar no país. Tolovi se revezará no palco de debates com Carlos Faccina, ex-executivo da Nestlé e atual presidente da Business School São Paulo, Eline Kullock, presidente do Grupo Foco (consultoria de recursos humanos), e pelo canadense Laurent Lapierre, autor de livros sobre criatividade e liderança.

Lucro com satisfação
Entrevista: José Tolovi Júnior , presidente do Great Place to Work Institute no Brasil

Zero Hora – O mudou na gestão de pessoas em razão dos recentes meses de turbulência financeira?

José Tolovi Jr. – Em 2009, as empresas deram continuidade ao que vinha ocorrendo há cerca de dois anos. A redução de pessoal nas empresas é um fato inquestionável nesse período. Ao mesmo tempo em que caiu a busca de executivos por parte dos head hunters (caça-talentos), aumentou a procura pelo serviço de outplacement (recolocação no mercado).

ZH – Como ficaram as remunerações nesse período?

Tolovi – Houve um ajuste nos salários desses executivos, que cresceram de maneira bastante excepcional nos últimos anos – o que não é ruim, claro. Mas as remunerações estão passando para patamares mais normais, no sentido de que executivos brasileiros estavam custando mais do que europeus e americanos, em alguns casos.

ZH – Para os níveis de gerência e intermediário houve alterações significativas?

Tolovi – O que aconteceu está dentro da tendência de se ter empresas mais ágeis, com menos níveis e burocracias. São mais pessoas comandando e fazendo, executando, ao mesmo tempo. Isso começou há alguns anos e vaio continuar.

ZH – O senhor falou em redução de pessoal. Isso não está gerando sobrecarga?

Tolovi – Isso acontece, e não é de hoje. Se pegar as empresas que estão no ranking das melhores para se trabalhar desde 1999, o ganho das ações desse grupo é, em média, três vezes maiores do que o índice Bovespa.

*Matéria sobre o Fórum de Gestão de Pessoas, promovido pela Amcham Porto Alegre, publicada na editoria de Economia do jornal Zero Hora (pg. 20 ), na edição de quarta-feira, 12/08/2009.

INFORME ECONÔMICO | MARIA ISABEL HAMMES

As lições que vêm do circo

circo du soleil

Laurent Lapierre, professor de Montreal e consultor do Cirque du Soleil, vai mostrar na Capital, na quinta-feira, por que o circo que revolucionou a arte do picadeiro é sucesso no mundo.

Especialista em processos criativos, seu maior foco de interesse são as influências das personalidades dos gestores em suas práticas e o comportamento que determina o êxito e o fracasso no exercício da liderança e da inovação. E é esse caminho, às vezes tênue entre o sucesso e as perdas, que ele vai traçar no Fórum Gestão de Pessoas 2009, promoção da Amcham e parceria da Esade.

*Nota sobre o Fórum de Gestão de Pessoas, promovido pela Amcham Porto Alegre, publicada na coluna Informe Econômico do jornal Zero Hora (pg. 20 ), na edição de terça-feira, 11/08/2009

O Brasil no radar do JPMorgan Animado com o potencial de crescimento da economia brasileira, o banco eleva o país a mercado-piloto para a expansão de suas operações em outras regiões do mundo

Por Ricardo Lacerda

Cláudio Berquó, presidente do JPMorgan Brasil: País é a ”bola da vez”.

Em 16 de junho do ano passado, exatamente um ano atrás, o JPMorgan comunicava ao mercado a devolução dos US$ 25 bilhões tomados em um empréstimo da Casa Branca para socorrer o sistema financeiro norte-americano. “Não precisávamos daquele dinheiro porque não estávamos nos mercados de subprime e de maior risco. Só tomamos os recursos emprestados porque tínhamos de ser bons cidadãos”, recorda Cláudio Berquó, presidente do JPMorgan Brasil desde novembro do ano passado.

É com essa solidez que, hoje, o maior banco dos Estados Unidos volta suas atenções para o mercado brasileiro. Berquó foi incumbido de fortalecer o JPMorgan no Brasil e fazer do país uma espécie de tubo de ensaio para a expansão de suas operações em outras partes do mundo. O Brasil é, segundo ele, “a bola da vez” para os investidores internacionais. Além disso, a proximidade com os Estados Unidos e a crença de que os riscos políticos aqui são praticamente nulos levam a instituição a apostar alto no potencial brasileiro. “Vamos fazer daqui um piloto, um teste para várias entradas do JPMorgan em outros países”, explica.

Com 15 anos de JPMorgan, sendo 13 deles nos Estados Unidos, Berquó já se acostumou à peculiar rota entre Nova York, São Paulo, Porto Alegre e… Encruzilhada do Sul. É na cidade de 14 mil habitantes, localizada na metade sul do Rio Grande do Sul, que Berquó costuma passar os finais de semana livres na companhia da esposa e de filha. Em Porto Alegre, onde realizou uma palestra para convidados da Câmara Americana de Comércio (Amcham), ele conversou com AMANHÃ sobre as atuais perspectivas da economia brasileira e global. Confira os principais trechos:

Perspectivas para o Brasil: “No mundo todo, o Brasil é a bola da vez. Mas os brasileiros são mais céticos com o que acontece aqui. Em Nova York, quando preciso aprovar algo para o Brasil, recebo um OK na hora. Tenho colegas que tentam o mesmo para a França e aparecem questionamentos… Mas tem uma coisa: eles [estrangeiros em geral] acham que o Brasil está melhor do que de o país de fato está. Veja bem, não estou dizendo que está ruim, só não acredito que vamos crescer 9%, 7% ao ano. Mas estou super otimista, pensando em um crescimento de 4%, 4,5%”.

Sustentabilidade do crescimento: “Uma das coisas mais importantes para o crescimento da economia brasileira é ter emprego. E acho que vamos continuar tendo emprego porque está faltando mão-de-obra. Estou curioso para ver as estatísticas daqui para frente, com mais emprego, mais dinheiro circulando… As pessoas que antes não tinham carro, que andavam a pé e que são da parte pobre da população estão tendo acesso a coisas que não tinham antes”.

Sistema financeiro brasileiro: “Graças a Deus, a inflação de 3% ao dia que tivemos no passado fez com que o Brasil investisse altamente em tecnologia e chegasse a um sistema bancário muito sofisticado, capaz de captar coisas erradas de maneira muito rápida. Isso é algo que não existe nos Estados Unidos, terra da Apple, da Cisco, da Microsoft…”.

Crise na Europa: “Não acho que a Espanha irá quebrar. Querem pegar a Espanha, então atiram na Grécia. O Banco Central europeu, ao lado da Alemanha e da França, são os grandes investidores da Europa e vão dar sustentação a esses países”.

O Brasil para o JPMorgan: “Vamos mais que dobrar o número de funcionários aqui. Tínhamos, no começo do ano, 330 – hoje, já somos mais de 400 e devemos terminar o ano com 500 colaboradores. O ritmo de contratações é intenso. Eu entrevisto duas pessoas por dia todos os dias. O JPMorgan Brasil vai tentar retomar a posição de liderança que tivemos no passado. Estamos vendo uma grande oportunidade na área de crédito, já que as fusões entre Itaú-Unibanco e ABN-Santander deixaram uma lacuna nesse mercado. O Brasil vai ser um piloto, um teste para várias entradas do JPMorgan em outros países. Depois que a gente fizer isso e der certo aqui, vamos aplicar em outros lugares”.

Nichos para a JPMorgan Brasil: “A gente quer exercer liderança nas áreas de bonds, de fusões e aquisições e de abertura de capital. Pretendemos ser fortes em cobrir as 250 maiores empresas do país como parceiros de crédito, dando dinheiro na hora que eles precisarem, tanto na forma de financiamento à exportação quanto à importação. Hoje, a gente já é asset managemant de destaque no Brasil, mas queremos ser gigantes. Outro objetivo é consolidar a liderança que já temos no gerenciamento de fortunas. Esse é um negócio que casa muito bem com o serviço de investment banking, porque muitos donos de empresas são pessoas extremamente ricas”.

Eleições: “O novo presidente brasileiro precisará ser, acima de tudo, um grande gerente do país. O Brasil vai estar em ebulição, com oportunidades do Amazonas ao Rio Grande do Sul. A agenda desse novo presidente vai ser a de ajudar os governadores, independentemente de cores partidárias, a ver o que é mais importante para o crescimento do país. Obviamente, se o governo investir em educação de base, iremos sentir o impacto daqui a 20 anos, mas isso tem que ser iniciado agora. Além disso, é importante manter o Banco Central cada vez mais independente, dando continuidade ao belo trabalho iniciado 15 anos atrás, que é chave para o desenvolvimento do país”.

Desafio global do JPMorgan: “O maior problema, hoje, do JPMorgan é ver o governo norte-americano e o Fed tentando interferir no sistema financeiro. Esse é o grande ponto: a gente vai ter que saber como teremos de nos posicionar daqui para frente para conseguir ganhar dinheiro e fazer negócios